Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Manifesto pela racionalidade e a coisa dos duodécimos

Um dos temas políticos mais "fascinantes" durante Janeiro foi a coisa dos duodécimos. Para além da imbecilidade de chegarmos a Janeiro sem sabermos como ficava a coisa, fiquei chocado ao confirmar a irracionalidade nas opções económicas de quase todos.

 

Já fui, em tempos, contra a repartição do salário em 14 "meses" (por isto), hoje acho que deve ser opcional... nunca obrigatório. E acho, pelo tempo passado da sua criação, tem-se falar em repartição e não eliminação/manutenção, embora, à época, tenham servido como subida salarial.

 

E isto tudo vem à baila porquê? 

 

O meu espanto é a irracionalidade dos agentes económicos (empresas e trabalhadores), porque as empresas convinha mais um sistema de 14 "meses" (supondo que se paga, em média, mais tarde... como se sucedia) e aos trabalhadores o sistema de "12 meses". Um princípio económico simples como "mais vale um euro hoje do que amanhã" está a ser blasfemado.

 

Entram aqui muitas opções subjectivas - empresas com meses com mais despesas, trabalhadores com um "pé de meia" obrigatório -, mas nenhuma delas boa para contrariar a lógica inicial.

 

A qualquer empresa é igual ou melhor pagar em "subsídios" (sobretudo o do Natal por ser o mais tarde), senão quiserem ser apanhados desprevenidos nesses meses duplos basta criar uma reparição na caixa em que vão acumulando o valor que supostamente deviam dar a cada mês aos seus trabalhadores. Mais inteligente será ainda colocar a render no banco ou entrar na estratégia financeira da empresa. Por mais indiferente que seja, nunca é pior pagar mais tarde. Ou então, porque se negoceiam prazos de pagamento com fornecedores e clientes?

 

Já para o trabalhador, a lógica é igual no sentido inverso. O salário anual é igual com "subsídios" ou a sua repartição. Portanto, mais vale ter o dinheiro antes. E, como as empresas, ou mete de lado ou a render. Simples, mas pelos vistos não óbvio.

 

Curioso que ser a favor dos "12 meses" possa ser visto como uma opinião burguesa e contra os trabalhadores.

escrito por João Saro às 15:02
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