Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Desinformação e critérios

Estou um bocado afastado em ideologia económica de Daniel Oliveira, mas sou apreciador do opinador. O que estranho são as suas abordagens e critérios faces à "desinformação" recente que tanto proclama. As notícias que se seguem não são comparáveis, é verdade, mas criticar uma e subscrever outra é entrar na guerra de clubes políticos. Ambas são entretenimento dos jornais e pouco a ver com informação:

 

Franciso Louçã (facebook) - Crónica de uma vingança azeda

 

Não sei até que ponto a notícia é tão má quanto Francisco Louçã faz parecer (é normal que faça parecer um "bocado" pior do que é na realidade para defender João Semedo), mas parece um péssimo artigo de notícia num dos melhores jornais portugueses. Associar um político gratuitamente ao BPN apenas porque soa a manchete atraente é péssimo jornalismo, ponto. Do que se percebe, nem à nada associar uma coisa com a outra...

 

Vá a relação é bocadinho maior que a importância que tive no desenvolvimento do melhor jogador do mundo da actualidade... que foi? Estive em Barcelona há uma decada atrás, contribui para o turismo da Catalunha que ajuda o poderio económico daquele clube que pode dar todas as condições a Leonel Messi para singrar no mundo do futebol. Não me parece rebuscado.

 

Arrastão - O carro de Mota Soares e o efeito boomerang do populismo

 

Se Daniel Oliveira tem razão acerca do artigo anterior, gostava de perceber em que medida é que a notícia a que se refere (esta não é a original do Correio da Manhã, é a replicação do BE: Ministro do CDS troca vespa por carro de 86 mil euros) não é a mesma tentativa de associar um político a uma coisa que não está directamente ligada.

 

Do que percebi, o carro custa entre 50 a 60 mil euros (a notícia coloca manchete de 86 mil de venda a público, apesar de saber que a compra foi de um preço menor), foi adquirido pelo anterior governo e entregue em Julho num contrato público que não pode ser deitado abaixo. Mais, do que percebi, não tem nada a ver com o ministro ou o seu ministério em particular. Era um contrato para todo o governo, fica é mais bonito associar ao ministro que foi (vai?) de vespa para o Parlamento.

 

Duas coisas adiccionais: não sei se é populismo a ida do ministro de vespa para o Parlamento (se o fazia antes -?-, não percebo porque passou a ser agora) e o homem não vai de vespa pelo país fora no seu serviço como ministro, certo? E convém que seja um carro melhor que o meu Citroen Saxo para tal, certo? Se há maneiras melhores de fazer estas deslocações e se a situação podia ter outro remendo? Não sei, mas a notícia e a sua manchete tratam apenas de jornalismo rasco.

escrito por João Saro às 17:21
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