Sexta-feira, 8 de Março de 2013

(Boas) Leituras

Sobre a morte de Chavez:

 

"Santo Chávez e o pecado da soberba", por Daniel Oliveira no Arrastão.org

 

"Na Morte de Chavez", Bernardo Pires de Lima no DN e União de Facto

 

Sobre... nem sei bem o quê... uma generalidades camilenses sobre a utilidade:

 

"Os inúteis dos Camilos", por Tiago Moreira Ramalho no seu novo poiso Malconfort

 

É quase impossível chegar aos calcanhares do Medina Carreira (o mestre desta arte), mas estas simplicidades falsas de pensamento dos Camilos é confrangedora. O pecado capital do Camilo no tal vídeo é o mesmo quando ele acerta que nem todos os licenciados em História podem ser professores de história. Verdade, verdadinha, mas daí a desqualificá-lo passa para o absurdo... porque um "canudo" em História deve servir para muito mais coisas na nossa economia/sociedade.

 

Eu estava aqui a pensar explicar melhor o que penso sobre o assunto, mas boa parte já disse o TMR e tenho outro bom texto sobre o assunto:

 

"Na história", por Rui Tavares no Público

 

Boa parte do vazio político deste governo penso dever-se a este desdém que parece patente na (péssima) comunicação e liderança. Em certa medida, o desprezo pelos políticos que se expressa muitas vezes na rua está expresso igualmente ali. E esta sim, pode ser a "bola de neve" mais perigosa que temos no momento.

 

Sobre as facturas:

 

"Os bufos, as facturas e o meu pastel de nata", por Tiago Moreira Ramanlo no Malconfort (calma, já adicciono ali ao lado daqui a uns dias com direito a post especial)

escrito por João Saro às 14:50
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012

A ler...

"No Recaldo de Krugman", por Priscila Rêgo (A Douta Ignorância)

 

Não tenho grande opinião sobre qual o melhor caminho económico para Portugal e a Europa (ou, preferivelmente, para a Europa e Portugal), mas o zum-zum habitual dos "sócios" de esquerda a citar sempre Krugman (vs os "sócios" de direita que apelam à austeridade pela austeridade) sairam mediaticamente furados com a vinda de Krugman a Portugal... quer dizer, furados? 75% dos portugueses não deve saber quem é o homem...

 

O que acho importante no post da Priscila é o realçar que isto de defender teorias económicas (Keynes 'rula' actualmente) é muito bonito, mas o pessoal esquece-se sempre ler as entrelinhas. A blogosfera que tanto citava Krugman já veio dizer que desconstextualizaram o homem, mas quer-me parecer é que não gostam muito da solução que ele apresenta.

 

O que eu percebi, penso que até já há algum tempo, é que o homem acha que os salários de países periféricos como Portugal devem descer 30% face aos alemães (ou os alemães subirem 30% face a estes). Podia ser feito através de inflação (por acaso, não sei como incitar tal coisa, já que a moeda é a mesma... mas isto sou eu que sou um leigo), podia ser feito até com a Alemanha a subir os seus salários (sim... sim... contem com isso)... Ele até acha preferivel estas opções, mas elas não dependem apenas (quase nada) de Portugal. O que ele diz é que então é inevitável serem estes países a fazer cair o preço da sua mão-de-obra.

 

Eu não sei se o homem tem razão, embora seja dado o crédito que a sua política seria substancialmente diferente da do actual governo (mas esta medida em si seria dada com a austeridade da austeridade, convém dizê-lo). É apenas uma opinião de política económica entre tantas outras... o importante é que isto não é só "viva o expansionistmo" ou "viva a austeridade". Convém ler as letras míudas destas teorias.

 

"O preconceito decidiu contra o interesse das crianças", por Daniel Oliveira (Expresso Online/Arrastão)

 

Há pouco a acrescentar ao texto... apenas dizer que é uma falta de conhecimento achar que as crianças estão melhores em instituições do que adoptadas por um casal homossexual. Já tive a oportunidade de trabalhar com crianças de algumas destas instituições nos tradicionais Campos de Férias, ao todo foram três em que tive contacto com mais do que um míudo das mesmas. Duas delas são das mais conhecidas na nossa sociedade e ajudou-me a perceber que ou as mesmas não têm condições ou trabalham mal (no fim, vai dar ao mesmo), só uma pouco conhecida e ter características distintas pude apreciar mais o seu trabalho, mas longe de achar que não teriam um melhor acompanhamento com qualquer tipo de adopção (desde que os pais estejam preparados).

 

Para não falar da aberração jurídica em que um homossexual solteiro ou com união de facto pode adoptar, mas um casal casado não o pode fazer.

 

A minha opinião de princípio: a sexualidade aqui não é chamada para o caso, nem me interessa os hábitos sexuais de quem é casado (até porque o casamento não atesta nada disso), interessa-me é saber que crianças podiam ter uma educação melhor com pessoas que querem ser tutores delas e estão aptas a tal.

 

Se o problema é a homossexualidade, tenham cuidado... verificam mesmo nos casamentos de pessoas de sexos diferentes que elas são heterossexuais? Pois...

escrito por João Saro às 19:32
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

A ler...

"O medo ou a vergonha", Daniel Oliveira (Arrastão.org)

 

"(...)Tenho, perante o comandante Schettino, sentimentos contraditórios. Os mesmos que tenho perante a cobardia.(...) Que nunca a vida me ponha de tal forma à prova. Porque poderia descobrir, enojado comigo próprio, que não sou quem julgo ser.""

 

Vem já com mais de uma dezena de dias atrasado, mas é um texto muito bom sobre a única coisa que realmente me fez pensar mais que 20 segundos aquando das várias notícias do Concordia e do seu acidente. Tería a coragem de um honroso comandante ou a cobardia do "líder" daquele navio?

 

Tentando ir por uma via diferente da que foi o texto do Daniel Oliveira, muitas destas questões que levantou estão a ser abordadas de forma pelas últimas gerações de forma bem distinta dos seus "avós". Há 3 ou 4 anos, quando vi Miguel Sousa Tavares a perguntar-se como, na crise financeira, ainda não se tinha conhecimento de suícidios de burlões que desembocaram a dita, eu soltei um sorriso crítico do seu desejo. No entanto, pensando bem, hoje em dia isso é resultado de uma falta de vergonha e de honra* que está a ser levada ao exagero. Não quero comparar o comandante ao Madoff, apenas salientar que são valores similares que estão em causa e que levaram às suas (in)acções. Quando o Madoff vem com um boné de basebol e de sorriso perante as câmeras quando está-se a dirigir à polícia depois de ter sido demascarado o seu esquema, é também disto que se fala.

 

Um comandante de um navio há 100 anos seria o último a sair nem que tivesse de ir com ele para o fundo do mar, os "Madoffs" dificilmente aceitariam ser presos e poriam fim à sua vida com um tiro nos miolos e por aí adiante. Havia um código de honra, seja de profissão ou de carácter. Ainda não consegui a chegar a uma conclusão de onde deve ficar o meio termo da coisa, mas a verdade é que haver cada vez menos vergonha e honra* na sociedade não parece ser assim tão positivo (a razão é o medo, ou a falta dele, enunciado no texto do Arrastão).

 

"(...) Que nunca a vida me ponha de tal forma à prova. Porque poderia descobrir, enojado comigo próprio, que não sou quem julgo ser."

 

* fiquei na dúvida sobre a adjectivação mais correcta, mas embora não sejam sinónimos, acredito que quando se fala neste tipo de "honra" fala-se também da "vergonha" como aqui é descrita e vice-versa. Ou se calhar estou a falar apenas de vergonha... não sei...

escrito por João Saro às 22:43
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Desinformação e critérios

Estou um bocado afastado em ideologia económica de Daniel Oliveira, mas sou apreciador do opinador. O que estranho são as suas abordagens e critérios faces à "desinformação" recente que tanto proclama. As notícias que se seguem não são comparáveis, é verdade, mas criticar uma e subscrever outra é entrar na guerra de clubes políticos. Ambas são entretenimento dos jornais e pouco a ver com informação:

 

Franciso Louçã (facebook) - Crónica de uma vingança azeda

 

Não sei até que ponto a notícia é tão má quanto Francisco Louçã faz parecer (é normal que faça parecer um "bocado" pior do que é na realidade para defender João Semedo), mas parece um péssimo artigo de notícia num dos melhores jornais portugueses. Associar um político gratuitamente ao BPN apenas porque soa a manchete atraente é péssimo jornalismo, ponto. Do que se percebe, nem à nada associar uma coisa com a outra...

 

Vá a relação é bocadinho maior que a importância que tive no desenvolvimento do melhor jogador do mundo da actualidade... que foi? Estive em Barcelona há uma decada atrás, contribui para o turismo da Catalunha que ajuda o poderio económico daquele clube que pode dar todas as condições a Leonel Messi para singrar no mundo do futebol. Não me parece rebuscado.

 

Arrastão - O carro de Mota Soares e o efeito boomerang do populismo

 

Se Daniel Oliveira tem razão acerca do artigo anterior, gostava de perceber em que medida é que a notícia a que se refere (esta não é a original do Correio da Manhã, é a replicação do BE: Ministro do CDS troca vespa por carro de 86 mil euros) não é a mesma tentativa de associar um político a uma coisa que não está directamente ligada.

 

Do que percebi, o carro custa entre 50 a 60 mil euros (a notícia coloca manchete de 86 mil de venda a público, apesar de saber que a compra foi de um preço menor), foi adquirido pelo anterior governo e entregue em Julho num contrato público que não pode ser deitado abaixo. Mais, do que percebi, não tem nada a ver com o ministro ou o seu ministério em particular. Era um contrato para todo o governo, fica é mais bonito associar ao ministro que foi (vai?) de vespa para o Parlamento.

 

Duas coisas adiccionais: não sei se é populismo a ida do ministro de vespa para o Parlamento (se o fazia antes -?-, não percebo porque passou a ser agora) e o homem não vai de vespa pelo país fora no seu serviço como ministro, certo? E convém que seja um carro melhor que o meu Citroen Saxo para tal, certo? Se há maneiras melhores de fazer estas deslocações e se a situação podia ter outro remendo? Não sei, mas a notícia e a sua manchete tratam apenas de jornalismo rasco.

escrito por João Saro às 17:21
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