Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Paz

Há uma nova corrente pelas redes sociais a sugerir que o desmantelamento do Estado Social (que dá outra discussão) vai dar em guerra certa por essa Europa. Talvez seja uma ideia popularizada por Vasco Lourenço - um dos tais diáconos do 25 de Abril - aos media ou simplesmente este serviu de porta-voz a esta corrente.

 

Confesso que não sou conhecedor de todos os factos e pormenores para esmiuçar esta teoria - teoria? acho que foi dado como certo -, mas, assim de repente, isto parece-me... ridículo.

 

Ora bem, a União Europeia serviu (também) como uma estratégia de longo termo para paz na Europa que teve sucesso? Parece-me consensual que sim.

A construção do Estado Social (ou Providência) foi em época idêntica? Não podendo precisar ao pormenor, mas deve ser isso.

Podemos extrapolar então que o Estado Social é garante da paz? Epá, aqui acho que já não há ponta por onde se pegue. Talvez uma, muito enrodilhada que explicarei à frente, mas que me parece falaciosa.

 

Esta argumentação parece-me muito próxima da argumentação da malta do Estado Minimalista que diz que não há democracia com um Estado Gordo porque a maior parte da população fica dependente deste e só votará nos partidos que defenda o tal Estado Gordo. É um tipo de argumentação chantagiosa... podes escolher, mas tem de ser por aqui. Afinal, há muitos "só temos um caminho".

 

No entanto, vamos esmiuçar esta teoria. Assim, sem conhecer os factos históricos ao detalhe, parece-me que a Europa estar em guerra ou não, nunca se deveu a ter um Estado Providência ou não, nem sei qual a base história ou argumentativa para defender tal coisa. Parece-me, assim por acaso, que isso deve-se sobretudo aos esforços de cooperação económica entre Estados desde a II Guerra Mundial. E nem me parece provável que se a União Europeia caisse amanhã, que dentro de 10 anos haveria uma guerra entre povos europeus.

 

A única argumentação que me parece plausível, embora falaciosa, defender-se seria que sem Estado Providência não haveria paz social, sem paz social surge o populismo, com o populismo sugirá o radicalismo no poder (nacionalismos, comunismos e afins) e aí já há uma base para confronto entre povos ou nações.

 

Tudo isto me parece falacioso, até porque a paz social é subjectiva. No EUA, não se pode dizer que existe paz social? Não é mais desigual que a maioria da Europa e com menos Estado Providência?

escrito por João Saro às 04:07
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

O Estado e a Cultura

A propósito da celeuma em volta dos apoios ao cinema português: o debate sobre se o Estado deve ou não apoiar a Cultura (e até que ponto) é mais interessante do que ambos os lados da barricada sugerem. Talvez por não ter opinião definida, mas as conclusões matemáticas de uns e as conclusões artísticas de outros não me parecem assim tão simples.

 

Siga a discussão.

escrito por João Saro às 21:37
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