Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

A ler...

Roubado via o "Atentado ao Pudor", um excelente texto... recorde-se que o maior perigo não está tanto nas várias opções possíveis a tomar, mas na forma como são tomadas:

 

«A crise europeia arrasta-se, propaga-se e adensa-se, deixando nos cidadãos a sensação de impotência dos Estados nacionais e das instituições europeias. Esse sentimento é estrutural e parece radicado. Mas a verdade é que o enraizamento progressivo do conformismo, do desencanto e da desesperança tem sido intermitentemente marcado por episódios agudos deveras preocupantes. São sinais, meros sinais - sinais do caminho ou dos caminhos de evolução e desenvolvimento da crise. São motivos de alarme.

 

Lembro a ideia perigosa - perigosíssima, a mais perigosa de todas - de nomear um "comissário especial" para a Grécia. Recordo a polémica, azeda e agreste, a propósito do pepino espanhol e dos seus efeitos letais sobre os habitantes da região de Bremen. Recapitulo o desassossego trazido pela primeira - e até pela segunda - decisão do Eurogrupo quanto aos depósitos nos bancos de Chipre. Três momentos agudos da crise europeia que ilustram outros tantos riscos. O risco do paradigma imperial e da "domesticação-colonização" das periferias. O risco da racionalização e vulgarização dos argumentos populistas e dos correspondentes ressentimentos xenófobos. O risco da "nacionalização" dos patamares de confiança económica e suas consabidas consequências.

 

A crise exige medidas duras, medidas austeras. A crise exige mesmo de alguns povos e Estados sacrifícios que não pode nem tem de exigir de outros. Mas a crise não pode nunca justificar o atravessamento do limiar da humilhação. Ou, em linguagem menos humana e mais estatal, da subjugação. Já aqui escrevi e volto a escrever: "A história dos povos europeus - com os seus insucessos fratricidas - e a história da União Europeia - com o seu sucesso precário - ensinam, de há muito, que o mandamento mais útil é o "não humilharás"."»

 

Paulo Rangel, Público

escrito por João Saro às 03:30
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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Eu regulava também o tamanho das facas... não vá um psicopata almoçar num restaurante

escrito por João Saro às 17:20
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Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Hello Europe

www.hello-europe.org

 

Da série "grandes ideias".

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escrito por João Saro às 22:09
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Paz

Há uma nova corrente pelas redes sociais a sugerir que o desmantelamento do Estado Social (que dá outra discussão) vai dar em guerra certa por essa Europa. Talvez seja uma ideia popularizada por Vasco Lourenço - um dos tais diáconos do 25 de Abril - aos media ou simplesmente este serviu de porta-voz a esta corrente.

 

Confesso que não sou conhecedor de todos os factos e pormenores para esmiuçar esta teoria - teoria? acho que foi dado como certo -, mas, assim de repente, isto parece-me... ridículo.

 

Ora bem, a União Europeia serviu (também) como uma estratégia de longo termo para paz na Europa que teve sucesso? Parece-me consensual que sim.

A construção do Estado Social (ou Providência) foi em época idêntica? Não podendo precisar ao pormenor, mas deve ser isso.

Podemos extrapolar então que o Estado Social é garante da paz? Epá, aqui acho que já não há ponta por onde se pegue. Talvez uma, muito enrodilhada que explicarei à frente, mas que me parece falaciosa.

 

Esta argumentação parece-me muito próxima da argumentação da malta do Estado Minimalista que diz que não há democracia com um Estado Gordo porque a maior parte da população fica dependente deste e só votará nos partidos que defenda o tal Estado Gordo. É um tipo de argumentação chantagiosa... podes escolher, mas tem de ser por aqui. Afinal, há muitos "só temos um caminho".

 

No entanto, vamos esmiuçar esta teoria. Assim, sem conhecer os factos históricos ao detalhe, parece-me que a Europa estar em guerra ou não, nunca se deveu a ter um Estado Providência ou não, nem sei qual a base história ou argumentativa para defender tal coisa. Parece-me, assim por acaso, que isso deve-se sobretudo aos esforços de cooperação económica entre Estados desde a II Guerra Mundial. E nem me parece provável que se a União Europeia caisse amanhã, que dentro de 10 anos haveria uma guerra entre povos europeus.

 

A única argumentação que me parece plausível, embora falaciosa, defender-se seria que sem Estado Providência não haveria paz social, sem paz social surge o populismo, com o populismo sugirá o radicalismo no poder (nacionalismos, comunismos e afins) e aí já há uma base para confronto entre povos ou nações.

 

Tudo isto me parece falacioso, até porque a paz social é subjectiva. No EUA, não se pode dizer que existe paz social? Não é mais desigual que a maioria da Europa e com menos Estado Providência?

escrito por João Saro às 04:07
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Uma questão de percepção

bandeira UE

 

Temo que nem a maior parte dos líderes europeus perceba que a Europa esteja virada do avesso. Prosseguem em frente como se nada fosse, sem perceber que estão com a bússola ao contrário. Podem pensar que é igual, mas as estrelas ao contrário indicam mesmo que a bandeira está de pernas para o ar... é parecido ao olhar, mas bem diferente nas consequências.

 

Não temo só pela Europa, temo também por ter consequências em cada um dos países. É possível que pela Escandinávia note-se pouco, que pelo Reino Unido nem reparem e que só o Mediterrâneo, por enquanto, sinta na pele. Só que isto vai tocar a todos...

 

suécia UK

 

itália

 

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escrito por João Saro às 17:10
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Publicidade Institucional... "Até que ponto somos europeus?"

Decorre, por estes dias, um debate online no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre a Europa. A fundação liderada por António Barreto decidiu fazer esta tertúlia às portas de mais uma Cimeira Europeia num momento delicado para a União. Moderada por Vasco M. Barreto (do blog A Douta Ignorância), tem quatro intervenientes convidados.

 

Biografias dos convidados

António Figueira é licenciado em Direito, mestre em Relações Internacionais e doutorado em História Contemporânea. Durante quase duas décadas, foi funcionário europeu e diplomata, em Bruxelas, Londres e Estrasburgo. Foi ainda docente do ensino superior e director de uma agência de comunicação. Actualmente é assessor do Ministro dos Assuntos Parlamentares e escreve na no jornal "i" sobre assuntos europeus. Tem trabalhos publicados na área dos estudos europeus e, em 2004, pelo seu livro Modelos de Legitimação da União Europeia recebeu o Prémio Jacques Delors para melhor estudo académico sobre temas comunitários.

Miguel Morgado é doutorado em Ciência Política, ensina História do Pensamento Político e Ciência Política no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. É também professor visitante da Universidade de Toronto. Em 2010, escreveu o ensaio Autoridade, que a Fundação Manuel dos Santos incluiu na colecção que tem vindo a publicar.

Rui Tavares é deputado no Parlamento Europeu, historiador especialista em história e cultura do século XVIII, escritor, tradutor e assina uma coluna de comentário político no jornal Público.

Miguel Poiares Maduro é Professor no Instituto Universitário Europeu (UIE) de Florença, Professor Convidado da Yale Law School, docente na Universidade Nova de Lisboa, leccionou na University of Chicago Law e na London School of Economics e foi investigador convidado em Harvard. Advogou no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Tem uma comenda da Ordem de Santiago da Espada por mérito literário científico e artístico, venceu o Rowe and Maw Prize e a sua tese de doutoramento valeu-lhe o prémio Objettivo Europa. Em 2006 publicou “A Constituição Plural - Constitucionalismo e União Europeia”.

 

Só pela presença de Rui Tavares, deputado do Parlamento Europeu (agora integrado nos Verdes Europeus... não confundir com os Verdes nacionais), aposto que vai ser interessante. De resto, reconheço Miguel Morgado de alguns debates televisivos (boa impressão), os restantes dois confesso a minha ignorância.

 

FFMS "Até que ponto somos europeus?" - http://www.ffms.pt/debate/214/ate-que-ponto-somos-europeus

escrito por João Saro às 17:19
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Temos políticos na Europa?

Ultimamente, Durão Barroso decidiu ser menos subserviente no seu papel de Presidente da Comissão Europeia (que apesar de criticarmos constantemente, serve precisamente para ser subserviente os interesses dos países europeus, sobretudo os principais), mas temo que não vá muito mais longe do que meia dúzia de declarações, pois a Europa precisa, mais que nunca, de grandes políticos.

 

Parece que há um ministro polaco que decidiu, na 2ª feira, falar frontalmente para a Alemanha e que já tem corrido alguma tinta. Será que alguns desses grandes políticos necessários para o momento começam a erguer-se? Li apenas na diagonal o seu discurso em Berlim, mas é importante que comecem a surgir este tipo de personalidades... e o mais rápido possível.

 

 

http://www.msz.gov.pl/files/docs/komunikaty/20111128BERLIN/radoslaw_sikorski_poland_and_the_future_of_the_eu.pdf

 

(via http://forteapache.blogs.sapo.pt/188606.html)

 

P.S.: Podem até não acreditar, mas um Durão Barroso político em vez de um Durão Barroso carreirista (não sei bem como designar alguém que prefere a estabilidade da sua carreira política ao invés de agir politicamente de acordo com as suas convicções) seria já bem melhor que uma Europa dominada por Merkel e Sarkozy.

escrito por João Saro às 17:49
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