Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

O Benfica joga no domingo

"Os ateus do futebol já fazem parte do folclore das competições internacionais de futebol em que Portugal participa. Para quem não sabe o ateísmo futeboleiro foi inaugurado por Pacheco Pereira e, entre coisas, consiste em passar todo o período das competições de futebol a falar sobre o quão irrelevantes elas são, da irracionalidade do gosto pelo futebol e sobre a forma como estes eventos distraem as pessoas dos assuntos importantes (por assuntos importantes, entenda-se, a política, a troika, o défice, o sacana do Sócrates e o demagogo do Louçã).
Tenho que concordar com eles: a devoção irracional pelo futebol contribui de facto para que muitas pessoas se esqueçam por um período de tempo destes assuntos. Mas não é só o futebol: um bom livro, as séries de televisão americanas, as quecas, os bikinis, os jantares de amigos, um bom cabrito, o sorriso dos filhos são tudo aspectos da vida que, sem motivo racional, nos fazem esquecer desses assuntos “importantes”. Os ateus do futebol estão certos relativamente à relação causal, têm é as prioridades de vida trocadas." Carlos Guimarães Pinto em "Os ateus do futebol"

Porque diz o quanto baste sobre este assunto.

escrito por João Saro às 21:32
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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

Estrangeiros com nacionalidade portuguesa

"Ao que o futebol português chegou: os estrangeiros é que se oferecem para a Selecção...", por Luis Avelãs

Jornalistas desportivos da nossa praça defendem que "Fernandos" não devem jogar na selecção porque nasceram noutro país, mas que "Eusébios" eram justificados porque, na época, era território português. Moral da história: aceitamos colonialismos, mas 'jamé' aceitar duplas nacionalidades.

 

Ou como alguém disse há um belos anos: isto da dupla-nacionalidade é bom para servir cafés, mas não dá para a selecção.

escrito por João Saro às 20:44
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2013

"Situação de um para um... passou dois"

Só o grande João Pinto sabia fazer este movimento: "Situação de um para um... passou dois" (por Gabriel Alves).

 

escrito por João Saro às 21:03
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Segunda-feira, 24 de Junho de 2013

Gracias Pablito

Chega por tardio o agradecimento. Como se diz por aí, Pablo Aimar é o último romântico do futebol. É daqueles jogadores que admiras em qualquer clube, mas se for no teu é "juntar o útil ao agradável".

 

Obrigado.

 

Santíssima trindade

 

 

Alguém disse que só mesmo o Aimar para Messi pedir uma camisola no final de um jogo como um puto. Pura das verdades. Como é possível que num jogo dos dias de hoje, seja Messi a pedir a camisola sem ver a sua requisitada? Consideraria um crime não fosse "Pablito".

 

A ler tudo:

 

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/search/label/Aimar

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escrito por João Saro às 18:19
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Domingo, 12 de Maio de 2013

Que momento...

 

Qualquer dos dois seriam um justo e grande campeão.

 

Infelizmente, a minha clubite não permite apreciar o jogo de ontem como deve ser. Um dos melhores campeonatos de sempre a mano-a-mano com um momento dramático a determinar o vencedor. Um grande momento desportivo. Para mim e todos os benfiquistas... um grande dissabor.

escrito por João Saro às 18:17
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

A questão é outra...

Passes, toques, golos... apenas de 2012/2013

 

A questão não é se ele é o melhor do mundo em 2012, a questão é se ele é o melhor de sempre? É essa a única questão que está em cima da mesa. O resto? O resto são blasfémias.

 

Ou então sou eu que vejo pouco e mal este jogo.

 

Nota: Lionel (posso tratar-te assim?), falando de coisas sérias, aquele casaco... epá, a sério?

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escrito por João Saro às 16:03
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2013

Da série "Não inventar desculpas"

Para quem acha que é o Barcelona que dá seca, já reparou que é a outra equipa que abdica de fazer pressão? Portanto, é isto e deixem-se de tretas:

 

"Corram, cubram e recuperem a bola. É isto! N gostam? Vão lá roubá-la, ou borram-se de medo de levar 9 ou 10 se sairem lá de trás?"


No seguimento: "Quando és demasiado bom mudam as regras pelo que consegues" in Lateral Esquerdo

 

Nota: A única vez que o Barcelona me deu seca foi em Outubro na Luz, não davam a bola ao Benfica.

escrito por João Saro às 20:02
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

Se eu percebesse disto...

 

 

No início do Euro, apostava forte em três equipas: Espanha (mais que todas), Alemanha e Holanda. Sobretudo pelos últimos campeonatos e pela qualificação. Talvez acrescente a Itália e a França (desconheço como estão ambas). Percebo tanto disto, que uma delas foi corrida com três derrotas. Eu até gosto dos holandeses, a selecção que já devia ter um mundial na vitrina e não tem, mas que deu jeito o seu rendimento... lá isso deu.

 

Entretanto, para quem quer ter análises de como as equipas andam a jogar à bola neste Euro, para além das do Luís Freitas Lobo, tem este grande blog: http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/ . Assim, por acaso, percebem disto um "bocadinho" mais do que a minha pessoa.

 

Sobre Portugal, já disse que gostava de ver uma equipa de passe curto e "blá blá blá", mas isso é uma questão de gosto de estilos. Joguem como ontem e estão a potenciar o vosso valor. Relativamente bem a defender (pelo menos, para uma selecção... basta ver as defesas das restantes no Euro), bem a atacar. Como gosto de vocês a jogarem em equipa.

 

P.S.1: Ontem, passou-me ao lado um blackout dos jogadores. Espero que esta vitória tenha apenas efeito bons para a selecção...

escrito por João Saro às 16:59
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Longas do Euro

O show de Espanha...

Vi a espaços o jogo, mas o suficiente para apreciar que o estilo espanhol está intacto. Dou por mim a torcer mais pela Espanha que Portugal, com nuestros hermanos aprecio o jogo e quero ver espectáculo, com a selecção das quinas devia dar saltos... mas confesso que me tem sido bem próxima da indiferença as minhas reacções aos golos portugueses. Podem expatriar-me, mas de há uns anos para cá que o meu prazer em ver a selecção tem decaído a pique.

Da Espanha aos irlandeses

E isto leva-me aos irlandeses. A Irlanda fez o que pode, os adeptos aceitaram a superioridade espanhola e decidiram fazer uma festa. A forma como se vive o futebol nas ilhas britânicas é especial. São fanáticos, mas sabem apreciar o desporto. Tanto sofrem com a sua equipa como sabem aplaudir a vitória adversária. E têm memória, tratam o Eusébio, por exemplo, com o mesmo respeito que nós. Ali estavam, hoje, a viver o Euro como deve ser.

 

Ah, e gostam de boa cerveja.

Dos irlandeses aos portugueses

Confesso que já vi selecções nacionais menos preparadas para a vitória que esta. Ainda sou do tempo que ir a uma fase final já era uma festa ou de ver os Mundiais sem Portugal, mas tudo era tão genuíno. Nunca fomos como os irlandeses, mas éramos nós ali à procura de ser o David que derruba o Golias... se ganhássemos, éramos os maiores, se perdêssemos, a culpa era do árbitro ("ah, Marc Batta"). Nas virtudes e nos defeitos, éramos nós e genuínos.

 

Hoje, chateamos-nos mais a ver a selecção do que apreciamos o momento. Para nós, já só vale a pena se ganharmos... não podemos ser sequer da segunda linha europeia, temos de exigir o quase impossível e só temos orgulho se acreditarmos nisso piamente. Já não interessa o futebol bonito... ganhar por 1-0, chega. Se perdermos, já nem o árbitro culpamos (ok, ainda o fazemos de vez em quando).

 

Já nem damos nomes às selecções que vão à fase final. Magriços, Infantes, Patrícios... com se chama esta selecção?

Dos portugueses ao Ronaldo

O interessante desta história do Ronaldo é que criticam o que é pormenor e não se critica o pormaior. Ele falhar a baliza é um dia mau, uma má obsessão, um azar... o que for. O que eu critico é que não temos uma selecção nacional, temos uma selecção do Ronaldo. A geração de ouro era uma geração. Figo foi o melhor do mundo, mas nunca houve uma selecção do Figo.

 

Voltando aos falhanços, isso eu perdoo... tomar várias opções erradas durante o jogo já me parece longe de quem se acha o melhor do mundo. É principalmente o facto de ele esquecer que o futebol se faz com 11 a rumar em sintonia. E não é só o Ronaldo, são também as decisões dos colegas que mais facilmente procuram um Ronaldo rodeado por 3 jogadores do que progredir com a bola em caminho livre ou optar por um colega em melhor posição. Tudo gira em redor do que faz o Ronaldo.

 

Chateia-me ver tanto Ronaldo escrito que já estou chateado comigo mesmo por estar a escrever infinitivamente o seu nome.

 

Esta selecção tem bons jogadores, muito bons jogadores. Não tem talvez os mais cruciais para construir uma equipa sólida, mas tem Ronaldo, Coentrão, Pepe, Moutinho, Nani... de que vale ter apenas um destes senão se aproveita os apoios de Coentrão ou se todos procuram um jogador apenas à espera que este resolva tudo.

Do Ronaldo ao pragmatismo

Tanta histeria e o Euro até está a correr relativamente bem para as cores lusas. No grupo da morte, a vitória da Dinamarca sobre a Holanda mudou as contas, a selecção laranja aparece em baixa (apesar de ser a segunda melhor do grupo) e, apesar de todas as possibilidades, o momentum parece mais português do que dinamarquês ou holandês. Veremos na jornada final.

 

Podemos não ter uma equipa de qualidade (diferente de jogadores de qualidade), mas temos atletas experientes que podem aproveitar da melhor forma as sortes e os azares do jogo. Quem sabe, será preciso (muita) sorte para vencer Rússia, Espanha e mais um (as hipóteses mais prováveis caso sejamos segundos), mas a história está feitas de surpresas e esta ainda não está feita.

escrito por João Saro às 18:41
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Sábado, 9 de Junho de 2012

2000... a selecção genuinamente portuguesa

Muitos mais se lembrarão da caminhada portuguesa em 2004 do que a de 2000. Muitos mais se recordarão com maior entusiasmo o jogo frente à Inglaterra no Estádio da Luz do que o jogo, quatro anos antes, em Eindhoven. Não há como negar que o resultado palpável de uma final é melhor que uma meia-final, mas como tenho mais saudades da selecção de 2000...

 

Sejamos sinceros, Scolari teve duas virtudes: a de saber dar a mão à palmatória a tempo (após derrota frente à Grécia na 1ª jornada) colocando o meio-campo do Porto de Mourinho mais rotinado e a de acabar com o fado lusitano sempre à procura de uma desculpa para vitórias morais. Ganhou-se algum estofo de campeão, mas perdeu-se o futebol. Em 2006, ainda houve Maniche e Figo, mas a selecção foi lentamente perdendo brio e identidade.

 

A selecção de 2000, essa era um luxo ainda que sem o tal estofo. Figo, Rui Costa e João Pinto a que se juntou a única revelação de todo o Euro 2000, Nuno Gomes, era um ataque de sonho para o que se pretende de Portugal. Passe curto, jogo bonito e uma equipa à frente de qualquer individualidade. Eles faziam uma verdadeira equipa desde Riade e Lisboa. Paulo Bento esteve com eles, devia fazer todos os possíveis para devolver esta identidade, mas Hugo Viana não faz parte dos seus planos e André Martins parece que é demasiado novo para ele.

 

Estes campeonatos são feitos de muitos "ses", mas não vejo como a selecção de 2004 ou 2006 pode ser melhor que a de 2000. Convenhamos que entre 2002 e 2006, não houve nenhuma grande selecção a nível mundial. Tivesse existido e não havia uma Grécia campeã europeia (sim, eles estavam longe de ser realmente bons para aquilo que fizeram)...

 

Em 2000, havia a França, porventura a Itália seria uma selecção que ainda teríamos dificuldades de enfrentar. Foi Johan Cruijff que disse que a França era a melhor equipa, Portugal a que apresentava o futebol mais bonito. Foi também esta lenda que disse que o mais importante para o Mundial seguinte não era ser candidato mas preservar a identidade. Porque ninguém ligou a Cruijff?

 

Depois de 2000, começaram logo a trocar Nuno Gomes por Pauletas e Hugos Almeidas como se uma selecção fosse o somatório de 11 jogadores. Mais tarde, troca-se Figo, Rui Costa e mesmo Deco por médios não criativos e extremos-avançados. Oh selecção...

 

(Minuto 2:48... é o golo e muito mais, todo um futebol)
escrito por João Saro às 16:48
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