Terça-feira, 10 de Setembro de 2013

Quando for grande...

... quero ser como o Nadal.

 

escrito por João Saro às 17:47
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2013

"Situação de um para um... passou dois"

Só o grande João Pinto sabia fazer este movimento: "Situação de um para um... passou dois" (por Gabriel Alves).

 

escrito por João Saro às 21:03
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Domingo, 12 de Maio de 2013

Que momento...

 

Qualquer dos dois seriam um justo e grande campeão.

 

Infelizmente, a minha clubite não permite apreciar o jogo de ontem como deve ser. Um dos melhores campeonatos de sempre a mano-a-mano com um momento dramático a determinar o vencedor. Um grande momento desportivo. Para mim e todos os benfiquistas... um grande dissabor.

escrito por João Saro às 18:17
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Segunda-feira, 18 de Março de 2013

A grande rivalidade... Federer vs Nadal

 

Um dos melhores sentimentos que tenho é sentir estar a presenciar grandes momentos da história. Vê-los passar no presente e já ter essa noção (poucas vezes a temos). Ter passado a década passada com um pequeno vício chamado ténis deu-me muito prazer por isso. Até mesmo porque a nível nacional, tive muito contacto com a ascenção dos melhores tenistas lusos após uma passagem no deserto.

 

Lá fora, parecia impossível reviver-se momentos como Borg/McEnroe ou Sampras/Agassi. Em 2002, o próprio Sampras saíra com o recorde de Grand Slams (14) e dissera que ia levar muito tempo a aparecer alguém para o bater. Em menos de um ano, Federer começara a sua cruzada e ia sendo um autêntico "papa-slams" até aparecer Nadal. Em 6 anos e um par de dias, ele fez mais do que Sampras fez ao longo de 12 anos. Foram 15 Grand Slams.

 

Mas mais improvável era haver um novo melhor de sempre que a meio da sua carreira começou a rivalidade histórica... que mete em causa o próprio estatuto melhor de sempre. Rafael Nadal e Roger Federer entreteram-se a roubar Slams um ao outro, evitaram-se mutuamente de conquistar um absurdo de títulos (slams e não só) numa era muito mais exigente. A eles juntara-se, mais tarde, Novak Djokovic. Chega a ser ridículo, mas protagonizaram partidas de um nível transcendental. A compilação de pontos que aparece no minuto "6.00" e no minuto "12.30" são um hino a este desporto... o incrível é que lembro-me de pontos melhores que não estão ali.

 

A final de Wimbledon 2008 acabou por ter todos os ingredientes para torná-la num dos melhores momentos desportivos de sempre. Uns dizem que a final Borg-McEnroe foi melhor. Nunca saberemos, apenas sabemos que foram momentos históricos. Uma partida que parecia destinada a ser o que foi quando no match-point final os flash entraram pelo lusco-fusco para dar "hollywoodesco".

 

Infelizmente, parece que já não teremos muitos mais "Federer-Nadal" ao mesmo nível. Ainda não acabou, mas podemos já prestar a homenagem a estes grandes duelos. 

escrito por João Saro às 18:46
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Domingo, 17 de Junho de 2012

Nalbandian, não merecias ser recordado por isto...



Tudo está mal nestas imagens. Nalbandian não merecia (pelo menos, o seu talento) e este court, um dos mais bonitos do mundo, também não.


escrito por João Saro às 17:23
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Longas do Euro

O show de Espanha...

Vi a espaços o jogo, mas o suficiente para apreciar que o estilo espanhol está intacto. Dou por mim a torcer mais pela Espanha que Portugal, com nuestros hermanos aprecio o jogo e quero ver espectáculo, com a selecção das quinas devia dar saltos... mas confesso que me tem sido bem próxima da indiferença as minhas reacções aos golos portugueses. Podem expatriar-me, mas de há uns anos para cá que o meu prazer em ver a selecção tem decaído a pique.

Da Espanha aos irlandeses

E isto leva-me aos irlandeses. A Irlanda fez o que pode, os adeptos aceitaram a superioridade espanhola e decidiram fazer uma festa. A forma como se vive o futebol nas ilhas britânicas é especial. São fanáticos, mas sabem apreciar o desporto. Tanto sofrem com a sua equipa como sabem aplaudir a vitória adversária. E têm memória, tratam o Eusébio, por exemplo, com o mesmo respeito que nós. Ali estavam, hoje, a viver o Euro como deve ser.

 

Ah, e gostam de boa cerveja.

Dos irlandeses aos portugueses

Confesso que já vi selecções nacionais menos preparadas para a vitória que esta. Ainda sou do tempo que ir a uma fase final já era uma festa ou de ver os Mundiais sem Portugal, mas tudo era tão genuíno. Nunca fomos como os irlandeses, mas éramos nós ali à procura de ser o David que derruba o Golias... se ganhássemos, éramos os maiores, se perdêssemos, a culpa era do árbitro ("ah, Marc Batta"). Nas virtudes e nos defeitos, éramos nós e genuínos.

 

Hoje, chateamos-nos mais a ver a selecção do que apreciamos o momento. Para nós, já só vale a pena se ganharmos... não podemos ser sequer da segunda linha europeia, temos de exigir o quase impossível e só temos orgulho se acreditarmos nisso piamente. Já não interessa o futebol bonito... ganhar por 1-0, chega. Se perdermos, já nem o árbitro culpamos (ok, ainda o fazemos de vez em quando).

 

Já nem damos nomes às selecções que vão à fase final. Magriços, Infantes, Patrícios... com se chama esta selecção?

Dos portugueses ao Ronaldo

O interessante desta história do Ronaldo é que criticam o que é pormenor e não se critica o pormaior. Ele falhar a baliza é um dia mau, uma má obsessão, um azar... o que for. O que eu critico é que não temos uma selecção nacional, temos uma selecção do Ronaldo. A geração de ouro era uma geração. Figo foi o melhor do mundo, mas nunca houve uma selecção do Figo.

 

Voltando aos falhanços, isso eu perdoo... tomar várias opções erradas durante o jogo já me parece longe de quem se acha o melhor do mundo. É principalmente o facto de ele esquecer que o futebol se faz com 11 a rumar em sintonia. E não é só o Ronaldo, são também as decisões dos colegas que mais facilmente procuram um Ronaldo rodeado por 3 jogadores do que progredir com a bola em caminho livre ou optar por um colega em melhor posição. Tudo gira em redor do que faz o Ronaldo.

 

Chateia-me ver tanto Ronaldo escrito que já estou chateado comigo mesmo por estar a escrever infinitivamente o seu nome.

 

Esta selecção tem bons jogadores, muito bons jogadores. Não tem talvez os mais cruciais para construir uma equipa sólida, mas tem Ronaldo, Coentrão, Pepe, Moutinho, Nani... de que vale ter apenas um destes senão se aproveita os apoios de Coentrão ou se todos procuram um jogador apenas à espera que este resolva tudo.

Do Ronaldo ao pragmatismo

Tanta histeria e o Euro até está a correr relativamente bem para as cores lusas. No grupo da morte, a vitória da Dinamarca sobre a Holanda mudou as contas, a selecção laranja aparece em baixa (apesar de ser a segunda melhor do grupo) e, apesar de todas as possibilidades, o momentum parece mais português do que dinamarquês ou holandês. Veremos na jornada final.

 

Podemos não ter uma equipa de qualidade (diferente de jogadores de qualidade), mas temos atletas experientes que podem aproveitar da melhor forma as sortes e os azares do jogo. Quem sabe, será preciso (muita) sorte para vencer Rússia, Espanha e mais um (as hipóteses mais prováveis caso sejamos segundos), mas a história está feitas de surpresas e esta ainda não está feita.

escrito por João Saro às 18:41
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

Parabéns campeão

 

escrito por João Saro às 15:49
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

A censura da liberdade de expressão

Ontem, ouvi esse grande comentador desportivo David Borges dizer que é inaceitável, em democracia, criticar quem critica. Pronto, era só isto...

escrito por João Saro às 15:10
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Quando o Presente faz parte da História

"Os jogadores crescem e começam a ficar maduros por volta dos 25 anos... É assustador pensar no que Leonel Messi pode vir a ser no futebol mundial." Alex Ferguson

 

É sempre difícil comparar eras desportistas em contextos diferentes, mas também é difícil conseguir perceber quando se vê história a acontecer em tempo real. Tal como no ténis é difícil escolher entre Nadal/Federer comparando com Sampras/Agassi, Borg/McEnroe ou Laver, no futebol ainda se treme quando se fala de Messi e deste Barcelona como os melhores de sempre.

 

Será injusto para Maradona ou Pelé que não tiveram de provar as suas capacidades numa era com nível de dificuldade mais elevado, mas a verdade é que Messi prova a cada dia que é capaz de fazer igual num contexto mais difícil. Basta ver o golo mais falado do futebol para perceber que, apesar da genialidade de Maradona, é ridícula a dificuldade colocada pelos ingleses (qualquer equipa mediana hoje colocaria mais, nem que fosse apenas e só pela falta cirúrgica). No futebol como no ténis, os heróis do passado não tiveram a oportunidade ou a necessidade de provar a sua genialidade no actual contexto.

 

Basta pensar que Sampras no virar no milénio pensou que o seu recorde de 14 Grand Slams seria invencível, passada uma década (o tempo que levou a fazer o seu próprio recorde) estava batido pelo mesmo suiço que o travara em 2001 no seu "jardim".

 

Comparar Eras será sempre uma injustiça. Para os antigos pela falta de oportunidades, para os novos porque é sempre difícil aceitar que vemos a história a passar à frente dos nossos olhos.

escrito por João Saro às 00:11
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Senna (2010)

Curioso que, apesar de nunca ter tido Ayrton Senna como ídolo que fora para muitos, eu também sei onde estava no dia em que Senna morreu. Até aquela altura não sabia muito de Fórmula 1, passava no Canal 2, mas ainda nem 10 anos tinha. Poucos meses depois comecei a acompanhar a era de Damon Hill, Jacques Villeneuve e, sobretudo, de Michael Schumacher. Durante alguns anos (praticamente o resto dos 90's), gostei de Fórmula 1, mesmo não tendo aquela característica que fica bem a qualquer macho latino que é discutir a cilindrada de carros. Até hoje, nem sabia que Alonso, Schumacher, Hamilton e Massa ainda andam por lá. Convenhamos que este desporto também entrou no século XXI a partir para o declínio.

 

Voltando a Senna, vi esta semana o filme documentário. Confesso que conhecia pouco do brasileiro, apenas me lembro do fatídico ano de 1994 em que se tornou num "mártir". Lembro-me de ir em família ver o Benfica-Porto ao velho Municipal de Coimbra e de um primo meu ter comprado, não a bandeira do Benfica, mas do Senna. Era como o Che Guevara das t-shirts, qualquer banca tinha material alusivo a ele. Nunca me preocupei muito em saber o que tinha de tão especial, mas sabia que tinha algo e não era apenas por morrido novo e em plena pista.

 

O documentário já me tinha sido recomendado vivamente e é quase redundante falar (muito) bem do mesmo. Está muito bom e é difícil ficar indiferente a tanta emoção. O que fiquei a saber foi que Senna não era um mero campeão, mas era candidato a ser daqueles desportistas eternos como se tornaram Tiger Woods, Maradona, Schumacher ou Muhammad ali. É engraçado ver apenas parte da carreira dele, ainda que em filme (e, portanto, logo sempre mais romanceado), e perceber que a F1 com ele tinha o triplo da emoção e que era sempre mais complicado adormecer num domingo à tarde ao som de motores a sair pela televisão.

 

Entre a genialidade e a loucura, ele queria ser campeão do mundo, mas ao viver todo aquele ambiente que é fantasia para quase todos já só sentia saudades dos tempos dos karts. Curioso que apenas um mês antes, um ídolo meu de adolescência tenha também morrido e, como tudo, existem algumas parecências. Kurt Cobain, certamente, também quis ser um rock'n'roll star, mas ao viver só quereria voltar aos clubes pequenos onde não tinha editoras e imprensa que deturpavam a inocência do prazer que tinha.

 

Agora percebo melhor porque ele era o ídolo que era para milhões. Senna queria apenas competir pelo prazer de pura condução. Era disso que sentia saudade. Ele não queria ganhar apenas, queria andar mais rápido possível... até perceber que um campeão normalmente tem de jogar à defesa e na secretaria. As imagens captadas após o GP do Japão de 90 em que volta a ser campeão após um acidente com Prost captam todo este conflito entre ser o melhor e a incapacidade de o ser sem deixar de lado a pureza da coisa.

 

 

 

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escrito por João Saro às 19:48
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