Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Não custa sonhar

 

As circunstâncias são bem difererentes, apesar de serem as mesmas selecções (ler jogadores). Sim, vai ser (bem) mais complicado, mas nem a Espanha é o Barcelona e até o Barcelona perde frente a Chelseas.

 

Sim, não custa sonhar. Sim, não é impossível.

escrito por João Saro às 19:03
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Leituras do Euro

"Portugal X Espanha - Em busca de uma Identidade (quase) perdida", por Jorge D. in Centro de Jogo.

 

O outro blog que também acompanho para aprender alguma coisa e fingir que "pesco" alguma coisa disto. No entanto, embora me reconheça na parte da identidade (já falámos sobre isso, não já?), tinha a sensação que este era o último jogo em que íamos querer posse de bola, apostando tudo no contra-ataque e... sim, no erro do adversário.

 

Mas ele percebe mais do que eu.

 

E, repito (e repitirei mais vezes), sigam as análises do Euro deste blog:

 

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/

 

P.S.: Como ter Postiga dava jeito neste jogo... não estou a idolatrar o jogador, simplesmente não há mais nenhum do seu estilo nesta selecção... e que jeito dá um avançado com o seu estilo e interpretação do jogo colectivo.

escrito por João Saro às 18:53
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

Cliché, mas obrigatório

É normal que com o aproximar da Alemanha-Grécia não venha só à baila o momento político europeu. Desde que sabe da existência deste jogo, o célebre sketch dos Monty Python tem estado a rodar já por diversos programas (ao estilo do episódio dos Simpsons aquando do Portugal-México do Mundial 2006).

 

Portanto, por mais cliché que seja, aqui fica um dos mais conhecidos sketchs de Monty Phyton:

 

 

Nota: Ouvi por aí que Merkel vai assistir ao vivo a este jogo. Nada demais, senão fosse o primeiro jogo do Euro em que o vai fazer. Não há o mínimo de sensatez nesta Europa.

escrito por João Saro às 02:13
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

Se eu percebesse disto...

 

 

No início do Euro, apostava forte em três equipas: Espanha (mais que todas), Alemanha e Holanda. Sobretudo pelos últimos campeonatos e pela qualificação. Talvez acrescente a Itália e a França (desconheço como estão ambas). Percebo tanto disto, que uma delas foi corrida com três derrotas. Eu até gosto dos holandeses, a selecção que já devia ter um mundial na vitrina e não tem, mas que deu jeito o seu rendimento... lá isso deu.

 

Entretanto, para quem quer ter análises de como as equipas andam a jogar à bola neste Euro, para além das do Luís Freitas Lobo, tem este grande blog: http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/ . Assim, por acaso, percebem disto um "bocadinho" mais do que a minha pessoa.

 

Sobre Portugal, já disse que gostava de ver uma equipa de passe curto e "blá blá blá", mas isso é uma questão de gosto de estilos. Joguem como ontem e estão a potenciar o vosso valor. Relativamente bem a defender (pelo menos, para uma selecção... basta ver as defesas das restantes no Euro), bem a atacar. Como gosto de vocês a jogarem em equipa.

 

P.S.1: Ontem, passou-me ao lado um blackout dos jogadores. Espero que esta vitória tenha apenas efeito bons para a selecção...

escrito por João Saro às 16:59
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Longas do Euro

O show de Espanha...

Vi a espaços o jogo, mas o suficiente para apreciar que o estilo espanhol está intacto. Dou por mim a torcer mais pela Espanha que Portugal, com nuestros hermanos aprecio o jogo e quero ver espectáculo, com a selecção das quinas devia dar saltos... mas confesso que me tem sido bem próxima da indiferença as minhas reacções aos golos portugueses. Podem expatriar-me, mas de há uns anos para cá que o meu prazer em ver a selecção tem decaído a pique.

Da Espanha aos irlandeses

E isto leva-me aos irlandeses. A Irlanda fez o que pode, os adeptos aceitaram a superioridade espanhola e decidiram fazer uma festa. A forma como se vive o futebol nas ilhas britânicas é especial. São fanáticos, mas sabem apreciar o desporto. Tanto sofrem com a sua equipa como sabem aplaudir a vitória adversária. E têm memória, tratam o Eusébio, por exemplo, com o mesmo respeito que nós. Ali estavam, hoje, a viver o Euro como deve ser.

 

Ah, e gostam de boa cerveja.

Dos irlandeses aos portugueses

Confesso que já vi selecções nacionais menos preparadas para a vitória que esta. Ainda sou do tempo que ir a uma fase final já era uma festa ou de ver os Mundiais sem Portugal, mas tudo era tão genuíno. Nunca fomos como os irlandeses, mas éramos nós ali à procura de ser o David que derruba o Golias... se ganhássemos, éramos os maiores, se perdêssemos, a culpa era do árbitro ("ah, Marc Batta"). Nas virtudes e nos defeitos, éramos nós e genuínos.

 

Hoje, chateamos-nos mais a ver a selecção do que apreciamos o momento. Para nós, já só vale a pena se ganharmos... não podemos ser sequer da segunda linha europeia, temos de exigir o quase impossível e só temos orgulho se acreditarmos nisso piamente. Já não interessa o futebol bonito... ganhar por 1-0, chega. Se perdermos, já nem o árbitro culpamos (ok, ainda o fazemos de vez em quando).

 

Já nem damos nomes às selecções que vão à fase final. Magriços, Infantes, Patrícios... com se chama esta selecção?

Dos portugueses ao Ronaldo

O interessante desta história do Ronaldo é que criticam o que é pormenor e não se critica o pormaior. Ele falhar a baliza é um dia mau, uma má obsessão, um azar... o que for. O que eu critico é que não temos uma selecção nacional, temos uma selecção do Ronaldo. A geração de ouro era uma geração. Figo foi o melhor do mundo, mas nunca houve uma selecção do Figo.

 

Voltando aos falhanços, isso eu perdoo... tomar várias opções erradas durante o jogo já me parece longe de quem se acha o melhor do mundo. É principalmente o facto de ele esquecer que o futebol se faz com 11 a rumar em sintonia. E não é só o Ronaldo, são também as decisões dos colegas que mais facilmente procuram um Ronaldo rodeado por 3 jogadores do que progredir com a bola em caminho livre ou optar por um colega em melhor posição. Tudo gira em redor do que faz o Ronaldo.

 

Chateia-me ver tanto Ronaldo escrito que já estou chateado comigo mesmo por estar a escrever infinitivamente o seu nome.

 

Esta selecção tem bons jogadores, muito bons jogadores. Não tem talvez os mais cruciais para construir uma equipa sólida, mas tem Ronaldo, Coentrão, Pepe, Moutinho, Nani... de que vale ter apenas um destes senão se aproveita os apoios de Coentrão ou se todos procuram um jogador apenas à espera que este resolva tudo.

Do Ronaldo ao pragmatismo

Tanta histeria e o Euro até está a correr relativamente bem para as cores lusas. No grupo da morte, a vitória da Dinamarca sobre a Holanda mudou as contas, a selecção laranja aparece em baixa (apesar de ser a segunda melhor do grupo) e, apesar de todas as possibilidades, o momentum parece mais português do que dinamarquês ou holandês. Veremos na jornada final.

 

Podemos não ter uma equipa de qualidade (diferente de jogadores de qualidade), mas temos atletas experientes que podem aproveitar da melhor forma as sortes e os azares do jogo. Quem sabe, será preciso (muita) sorte para vencer Rússia, Espanha e mais um (as hipóteses mais prováveis caso sejamos segundos), mas a história está feitas de surpresas e esta ainda não está feita.

escrito por João Saro às 18:41
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Sábado, 9 de Junho de 2012

Quando o problema é mais que o nome

Ainda não percebi a carga de exigência (ou seja lá o que for) metida em cima desta selecção para o Europeu. Num futebol sem criatividade, à espera que individualidades como Ronaldo ou Nani resolvam. O problema é que ter 3 ou 4 jogadores de topo mundial, incluindo o nº 2, não faz uma boa selecção. O grande problema é não ter fio de jogo. O problema ainda maior é quando Alemanha, Holanda e Espanha não são apenas nomes, são selecções bem construídas. Tivemos azar no grupo, temos mais probabilidades de sair do que ficar, mas todos acham que esta selecção tem obrigação de ir bem longe.

 

Artigo a ler de Luis Freitas Lobo, hoje n'A Bola, quando fala na mudança de paradigma do Euro 84 para o Euro 2012. Quando o físico contava muito, tivémos uma selecção com identidade portuguesa de bigodes criativos que se degladiou frente a uma imponente física Alemanha que não tinha muita técnica. Hoje, que a táctica e a técnica imperam, é a Alemanha que a tem...

 

Confesso que esta selecção não me exalta assim tanto. Estarei a apoiar e espero que o óbvio não impere nas quatro linhas... sim, porque a sorte também existe e há que lutar por ela.

 

E antes deste encontro, recordo o último jogo em que "entalámos" a Alemanha. Em 2000, já qualificados para os quartos-de-final, troca-se de onze, dá tempo de substituir até o guarda-redes suplente pelo... de reserva e ainda "espetámos" 3 bolas na baliza de Khan.

 

(avançar para 1.51)
escrito por João Saro às 17:07
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2000... a selecção genuinamente portuguesa

Muitos mais se lembrarão da caminhada portuguesa em 2004 do que a de 2000. Muitos mais se recordarão com maior entusiasmo o jogo frente à Inglaterra no Estádio da Luz do que o jogo, quatro anos antes, em Eindhoven. Não há como negar que o resultado palpável de uma final é melhor que uma meia-final, mas como tenho mais saudades da selecção de 2000...

 

Sejamos sinceros, Scolari teve duas virtudes: a de saber dar a mão à palmatória a tempo (após derrota frente à Grécia na 1ª jornada) colocando o meio-campo do Porto de Mourinho mais rotinado e a de acabar com o fado lusitano sempre à procura de uma desculpa para vitórias morais. Ganhou-se algum estofo de campeão, mas perdeu-se o futebol. Em 2006, ainda houve Maniche e Figo, mas a selecção foi lentamente perdendo brio e identidade.

 

A selecção de 2000, essa era um luxo ainda que sem o tal estofo. Figo, Rui Costa e João Pinto a que se juntou a única revelação de todo o Euro 2000, Nuno Gomes, era um ataque de sonho para o que se pretende de Portugal. Passe curto, jogo bonito e uma equipa à frente de qualquer individualidade. Eles faziam uma verdadeira equipa desde Riade e Lisboa. Paulo Bento esteve com eles, devia fazer todos os possíveis para devolver esta identidade, mas Hugo Viana não faz parte dos seus planos e André Martins parece que é demasiado novo para ele.

 

Estes campeonatos são feitos de muitos "ses", mas não vejo como a selecção de 2004 ou 2006 pode ser melhor que a de 2000. Convenhamos que entre 2002 e 2006, não houve nenhuma grande selecção a nível mundial. Tivesse existido e não havia uma Grécia campeã europeia (sim, eles estavam longe de ser realmente bons para aquilo que fizeram)...

 

Em 2000, havia a França, porventura a Itália seria uma selecção que ainda teríamos dificuldades de enfrentar. Foi Johan Cruijff que disse que a França era a melhor equipa, Portugal a que apresentava o futebol mais bonito. Foi também esta lenda que disse que o mais importante para o Mundial seguinte não era ser candidato mas preservar a identidade. Porque ninguém ligou a Cruijff?

 

Depois de 2000, começaram logo a trocar Nuno Gomes por Pauletas e Hugos Almeidas como se uma selecção fosse o somatório de 11 jogadores. Mais tarde, troca-se Figo, Rui Costa e mesmo Deco por médios não criativos e extremos-avançados. Oh selecção...

 

(Minuto 2:48... é o golo e muito mais, todo um futebol)
escrito por João Saro às 16:48
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

Veredícto sobre o jogo de abertura

Melhor painel publicitário

 

Carlsberg _ porque me pareceu o melhor. :)

 

Menção honrosa

 

Adidas _ simplicidade, gosto.

 

Mais do que uma menção honrosa

 

A quem decidiu (já vem da FIFA/Campeonato do Mundo 2010) mudar os paineis estáticos para os de ecrã com transições, mas sem permitir às marcas paineis animados. Manter o nível é necessário para uma estratégia de longo prazo e, nisso, os mundiais e os europeus são do melhor que há no futebol... obviamente, exceptuando a Liga dos Campeões, o topo do topo de como gerir a exposição dos patrocinadores.

 

Prémio lata

 

Canon _ a sério?

 

Prémio decepção

 

Coca-Cola _ demasiado simples... a verdadeira simplicidade não está no óbvio e também porque espero sempre mais de vocês.

 

Nota: para quando inovarem na cerimónia de abertura? A apresentação foi mais do mesmo.

escrito por João Saro às 18:59
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Politiquices

Ricardo Costa, via twitter, aposta neste fim-de-semana para a queda da Espanha para a manta do FMI. Diga-se que a altura não podia ser "melhor" para aqueles lados, estamos em início de Euro 2012... pode ser que ninguém note.

escrito por João Saro às 15:06
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