Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Diáconos do 1º de Maio

Ainda estou confuso com o alarido em volta da promoção do Pingo Doce. Houveram de vários tipos, mas falo especificamente do alarido político. Entenda-se o alarido que se suscitou na blogosfera, twitters e afins. Ainda não percebi bem o que contestam... 

 

Ok, o pessoal mais próximo da política de esquerda à PCP e BE, em boa verdade, já são contra haver quem trabalhe em feriados como nas grandes superfícies. Portanto, suponho que isto seja mesmo uma afronta para eles. (os sindicalistas não trabalharam hoje?)

 

Pelos canais notociosos, pelo twitter, por todo o lado, surgem comentadores político a lamentar a acção do Pingo Doce. Compreendem o "povo" que tão necessitado foi à procura da esmola. De João Duque a Fernanda Câncio, de Helena Garrido ao professor que me deu 2 aulas na faculdade (calma, era suposto mesmo serem só três e não fui eu a faltar à terceira... o módulo resolveu-se com um trabalho sobre Marx...). Todos estão na televisão ou nos jornais a lamentar o sucedido.

 

Então uma superfície faz uma promoção de 50% de boca-a-boca que surtiu um efeito que os próprios devem ter ficados surpreendidos, a malta adere porque, assim por assim, fazer compras por menos 50 euros, no mínimo, é um acrescento brutal nos rendimentos reais de certas pessoas e fica tudo chocado. Ah, o PD tem interesse em fazer isto... claro, caramba... mas qual é a novidade? É suposto mesmo terem interesse...

 

Ah, mas isto foi uma provocação política. Sinceramente, não sei se é isso ou se uma resposta de guerrilha a uma acção do fim-de-semana passado de outra superfície. Mas, sendo hipoteticamente esse o caso, não consigo compreender em que é que isto afecta a classe trabalhadora (fora os do PD que acredito que tiveram um trabalho do caraças) na prática. Ficam sem salário? Há mais desemprego por esta acção? Têm menos condições pela mesma?

 

Não. Tudo se resume a terem feito uma grande acção com uma imagem consumista no 1º de Maio. Eis que o 25 de Abril é dos militares, o 1º de Maio é dos sindicalistas. A liberdade dos outros nestes dias está condicionada pela moral evocada por estes. Haja paciência. Aliás, há alguém que acredite que esta acção tirou sequer 5% de cidadãos dos festejos/manifestações do dia?

 

Este tipo de acções normal em muitos outros países (ie Black Friday) está a politizar o país. Se isto foi política pela Jerónimo Martins, é política gratuita que todos estão a dar atenção que quer. Se isto é política... espera aí, se isto é política, quer dizer que há quem queira censurar uma opinião? É isso? (até eu estou baralhado com a confusão...)

 

Eis que a política de um país se centra, de repente, numa acção promocional de uma cadeia alimentar. Haja paciência.

 

 

escrito por João Saro às 02:57
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Domingo, 29 de Abril de 2012

Lido no Twitter

"I don't want to feel like I'm a genius because I'm working with idiots; I want to feel like an idiot because I'm working with geniuses"

 

Esta frase dificilmente será tão verdadeira/genuína nas bocas das pessoas, afinal é tão bom para o nosso ego ser o melhor da nossa "aldeia", mas é com este pensamento que um dia podemos chegar mesmo ao ponto de podermos apenas trabalhar com "idiotas" devido à nossa "genialidade" ser difícil de alcançar pelos outros.

escrito por João Saro às 03:16
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